15 carnavais.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Como uma onda no mar




Ele é algo tão incrivelmente lindo, e apaixonante, ele te da uma sensação de “esse mar não acaba?”.
Eu e minha mãe juntamente ao meu padrasto e irmão viajamos essa semana, alguns duas antes do ano novo, fomos para Araruama na casa dele, e para ir à praia temos que ir ate Saquarema. Mas vale a pena. Olhar o mar é algo que revigora a alma, e quando você começa a olhá-lo é como se existisse um feitiço que te prende nele.
É magnífico você esta ouvindo o som das ondas batendo e chegando fraca para molhar seus pés, enquanto seus olhos estão presos ao fundo do mar, lá no horizonte, onde o mar se junta ao céu, e a primeira coisa que se passa na sua cabeça é “eu quero ir lá”.
Eu gosto de pisar descalço no chão, sentir a areia sob meus pés, entrar devagar no mar e assistir o balé das ondas. Então eu mergulho, sinto o mar, sinto sua força, o sal pairando sobre minha boca, a onda vindo e eu cuidadosamente mergulhando.
Mas nem só de beleza é feito o mar, quando ele esta em fúria é melhor não mexer com ele se não quiser sofrer as conseqüências. Quando eu era menor minha família ia muito a Arraial do Cabo, lugar lindíssimo, de praias mais belas ainda, nas praias de lá o mar não é tão revolto, eu deveria ter uns sete ou oito anos de idade, eu e minha família estávamos na praia, o mar estava tranqüilo como de costume, eu insisti para que minha mãe entrasse comigo na água, ela sempre de bom grado o fez, passou aproximadamente uns dez minutos e nós estávamos distraídas brincando quando começaram a vir ondas enormes que estouravam em cima de nós, ficamos assustadas e tentamos sair, mas a correnteza estava forte, demos as mãos, e cada vez as ondas vinham maiores, chegou um ponto que não conseguíamos mais mergulhar -a exaustão estava chegando, e nós nem estávamos tão fundo assim-, a onda já estava nos arrastando para mais longe e nos revirando em baixo delas juntamente com areia, a agonia durou um pouco mais de cinco minutos, foi tudo muito rápido, mas para mim o sentimento de esta se afogando ainda esta presente, as ondas se aquietaram do mesmo jeito em que se agitaram, eu e minha mãe saímos rápido do mar antes que as ondas voltassem a vir grandes.
Nunca mais irei esquecer desse dia, mas ainda sim eu amo ir a praia e ver o mar, mas hoje em dia tenho mais cautela e medo de entrar.

Um comentário:

  1. O mar... misterioso mar... que vem do horizonte... é o canto da Sereia...
    Também não esqueço desse dia.
    Foi realmente um mistério...
    Mas sobrevivemos...rsrsrsrs...

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