15 carnavais.

sábado, 2 de janeiro de 2010

The End


O fim é complicado, sempre machuca, magoa, feri.

O fim da vida é definitivo, de resto tudo é escolha, como o fim de um relacionamento, o fim de um texto, o fim de um amor, de uma história.

Enfim, o fim sempre existe, e quando ele chega, é como se seu chão caísse e você só existisse por aquilo. Depois de um tempo você vê que um novo inicio esta próximo,

“O pra sempre, sempre acaba” sábias palavras de Cássia Eller. O sempre e o nunca são duas palavras de forte intensidade que quando ditas podem fazer a pessoa ser a mais feliz do mundo, mas com o fim, faz ela se sentir muito mal, porque ela realmente achava que seria para sempre.

“Sempre serei seu” “Nunca fui seu” essas frases eu escuto com freqüência, e por pior que pareça a que mais me magoa é “sempre serei seu”, já que o sempre não existe, e quando eu ouço isso eu sei que ou eu ou a pessoa que a pronuncia vai acabar machucada, já quando eu ouço “nunca fui seu” me feri é claro, mas não com tanta tristeza, já que pelo menos eu sei que o fim vai fazer bem a aquela pessoa.

No entanto, o fim pode ser bonito, eu sou admiradora da morte sem dor, é simplesmente você dormi e não mais acordar, você não sofre a dor, não sofre a perda, você apenas vai para o seu fim, é lindo.

A o fim, como é amargo o seu gosto, talvez seja por isso que eu goste.

Ah o amor, como dói




Falar de amor não é tão fácil para mim, talvez porque eu seja uma bruxa de coração gelado.
Brincadeira, eu apenas não gosto de falar de amor porque isso me feri de mais. Amor para mim é um bichinho sangue suga, suga nossas vidas, nossa fome, nossa noção, e depois que nos livramos dele, estamos doente, totalmente sem vida. Claro que isso é uma metáfora, mas quem nunca sofreu por um coração partido que atire o primeiro tijolo –não façam isso-. Bom, o amor é ilusório, ele chega de um jeito e vai embora de outro, e depois é como se nunca tivesse passado por ali. Para mim “amor entre sexos” não se resume a desejo da carne, ou prender a pessoa a você para que fique feliz, o amor supera muito mais que isso, amor significa você sofrer para que o seu amado fique feliz, é deixar que a pessoa crie asas e voe para outros lugares onde ela fique bem, amor é você vê a pessoa com outra e sorri, é você sonhar com ela todo dia do seu lado implorando aos céus que nesse dia você a possa fazer feliz, para mim isso é amor, de resto é pura obsessão e egoísmo alheio. Eu sou cheia de cicatrizes internas causadas pela paixão, já que eu sempre amo que não me ama. É incrível como dói cada palavra dita a quem você ama e não receber nenhuma de volta. Mas é assim mesmo, todos dizem para mim que sou muito nova e ainda tenho muito para viver e sofrer, mas não sei se isso tudo ira superar a dor que eu sinto ate hoje por um alguém que talvez eu nunca mais vá ver. Mas eu posso dizer, eu sei o que é amor.

Como uma onda no mar




Ele é algo tão incrivelmente lindo, e apaixonante, ele te da uma sensação de “esse mar não acaba?”.
Eu e minha mãe juntamente ao meu padrasto e irmão viajamos essa semana, alguns duas antes do ano novo, fomos para Araruama na casa dele, e para ir à praia temos que ir ate Saquarema. Mas vale a pena. Olhar o mar é algo que revigora a alma, e quando você começa a olhá-lo é como se existisse um feitiço que te prende nele.
É magnífico você esta ouvindo o som das ondas batendo e chegando fraca para molhar seus pés, enquanto seus olhos estão presos ao fundo do mar, lá no horizonte, onde o mar se junta ao céu, e a primeira coisa que se passa na sua cabeça é “eu quero ir lá”.
Eu gosto de pisar descalço no chão, sentir a areia sob meus pés, entrar devagar no mar e assistir o balé das ondas. Então eu mergulho, sinto o mar, sinto sua força, o sal pairando sobre minha boca, a onda vindo e eu cuidadosamente mergulhando.
Mas nem só de beleza é feito o mar, quando ele esta em fúria é melhor não mexer com ele se não quiser sofrer as conseqüências. Quando eu era menor minha família ia muito a Arraial do Cabo, lugar lindíssimo, de praias mais belas ainda, nas praias de lá o mar não é tão revolto, eu deveria ter uns sete ou oito anos de idade, eu e minha família estávamos na praia, o mar estava tranqüilo como de costume, eu insisti para que minha mãe entrasse comigo na água, ela sempre de bom grado o fez, passou aproximadamente uns dez minutos e nós estávamos distraídas brincando quando começaram a vir ondas enormes que estouravam em cima de nós, ficamos assustadas e tentamos sair, mas a correnteza estava forte, demos as mãos, e cada vez as ondas vinham maiores, chegou um ponto que não conseguíamos mais mergulhar -a exaustão estava chegando, e nós nem estávamos tão fundo assim-, a onda já estava nos arrastando para mais longe e nos revirando em baixo delas juntamente com areia, a agonia durou um pouco mais de cinco minutos, foi tudo muito rápido, mas para mim o sentimento de esta se afogando ainda esta presente, as ondas se aquietaram do mesmo jeito em que se agitaram, eu e minha mãe saímos rápido do mar antes que as ondas voltassem a vir grandes.
Nunca mais irei esquecer desse dia, mas ainda sim eu amo ir a praia e ver o mar, mas hoje em dia tenho mais cautela e medo de entrar.